Review – Café Society ◂ Miss Chatice
31 - 08 - 2016

Review – Café Society

Café Society é um filme que fala de escolhas e contrastes sociais.
Bobby (Jesse Eisenberg) é de uma família judaica, porém nada tradicional, que vive em New York.
O jovem resolve ir atrás de novas oportunidades e troca o trabalho com seu pai em uma joalheria por Hollywood, onde pretende ter uma oportunidade de trabalho junto a seu tio, Phil (Steve Carell), irmão de sua mãe.
Quando Bobby chega a Los Angeles ele dá de cara com um mundo oposto a tudo que ele já viveu e fica totalmente fascinado por este mundo que por fora é puro glamour e perfeição, mas não leva muito tempo para o enxergar por dentro e perceber o quão vazio e sem cor pode ser.
Logo de cara Bobby começa a encontrar algum sentido em tudo quando conhece a bela e charmosa assistente de seu tio, Vonnie (Kristen Stewart), uma garota nada deslumbrada, simples e inteligente que faz um total contraste no meio em vive. Porem Bobby descobre que ela já está envolvida com outro homem. Não sabendo como lidar com a rejeição pela qual está passando e não enxergando mais sentido em ficar em Hollywood, resolve voltar para New York.
Bobby vai trabalhar com seu irmão, dono de um charmoso bar local frequentado pela socialite Nova Yorkina, pessoas a qual ele aprendeu a conquistar e lidar em seu tempo em Los Angeles, fazendo de seu trabalho um sucesso.
Logo de cara Bobby conhece Veronica (Blake Lively). Quando tudo parece bem Vonnie aparece inesperadamente a New York.

Nada muito impressionante na atuação de Jesse e Kristen, que forem eles mesmos no filmes: Jesse é o cara atrapalhado e falando e Stewart a garota pés no chão, fria e um pouco sem expressão.
Blake Lively está fantástica, caiu como uma luva para seu papel neste filme do Woody Allen, assim como Scarlett era perfeita em filmes do gênero, porem depois que a Scarlett começou a se envolver em produções como as da Marvel eu não a imagino em um cinema “mais sério” novamente.

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O filme acompanha os encontros e desencontros de triângulos amorosos (tema presente em quase todos os filmes do diretor) em que segurança, alta improbabilidade, razão, entusiasmo e amor pesam nas decisões do coração que irão afetar o futuro.
Relações sendo postas a prova, pessoas se apaixonando, escolhas, recomeços e idas e vindas que se sucedem em realidades e lugares distintos, porém próximos e sempre se cruzando.

É um filme simples, seu roteiro que se desenvolve sem arestas, com alguns diálogos filosóficos, porem de fácil entendimento como a construção de uma nova vida e sucesso sempre nos encurralam para alguma difícil decisão e consequentemente nos levam a alguma perda e logo em seguida nos remete a incerteza de que a decisão tomada fora realmente a decisão correta, mas nunca iremos ter certeza. Os dessabores da vida, doces amores, sonhos e lembranças sempre estarão guardados em algum lugar e são esses que seguem Bobby e Vonnie por todo o roteiro.
Esses elementos o tornam um filme muito agradável de se ver.

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O roteiro secundário, assim podemos chamar, é a família de Bobby, que traz à drama um tom humor afiado que consegue marcar a diferença do glamour de Hollywood para a vida de uma família simples do subúrbio de New York, que no geral, funcionou bem.

Café Society não é uma das melhores obras do diretor (em minha opinião, a melhor de todas é Match Point), porem agradável de se ver juntamente com a belíssima fotografia de Vittorio Storaro.

Não é um filme para se rever várias vezes, é um filme de Woody Allen (um Woody Allen menor, mas ainda assim Woody Allen), o que o torna quase que obrigatório. Ele traz elementos essenciais da filmografia de Allen: a família confusa e engraçada, agito, narração em off, romances improváveis e mágicos.

Não é um dos melhores filmes, mas é um bom filme.

Beijos e até mais :*



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1 Comentário

  1. Aline Amorim disse:

    Eu quero muito assistir esse filme!
    Parece ser muito bom!
    Beijos